Culto especial marcou o envio dos alunos do 3º ano de Teologia para três meses de atuação missionária em diferentes regiões do país.

O Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia da Faculdade Adventista do Paraná (SALT-FAP) realizou neste sábado, 7, o envio dos alunos do 3º ano para o estágio de evangelismo. A cerimônia ocorreu na Igreja da FAP durante o tradicional culto de sábado.
O culto de envio é considerado um momento significativo para os estudantes de Teologia, pois marca uma etapa importante da formação acadêmica e da preparação ministerial como futuros pastores.
Na ocasião, estiveram presentes dois representantes da União Sul Brasileira, sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região Sul do Brasil, o pastor evangelista Marcelo Nascimento e o pastor Pablo Moleros, diretor do Serviço Voluntário Adventista (SVA).
Rito Formativo
De acordo com o diretor do SALT-FAP, pastor João Luiz Marcon, a cerimônia integra a cultura e a tradição do seminário, funcionando como um rito de passagem na jornada formativa dos alunos.
Segundo ele, até esse momento do curso, o estudante costuma ter uma compreensão mais fragmentada do ministério pastoral. O estágio de evangelismo surge justamente para integrar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com a prática ministerial. “Até então, o aluno estuda teorias, doutrinas, livros bíblicos. Durante o evangelismo, ele passa a experimentar tudo isso de maneira integral”, explica Marcon.
É importante destaca que, embora o evangelismo seja uma experiência intensiva de atuação no campo, os estudantes de Teologia já vivenciam a prática pastoral ao longo dos quatro anos de formação.
Segundo Marcon, a cada semestre os alunos participam de atividades práticas ligadas ao ministério, como o auxílio a pastores em igrejas locais, atuando como anciãos no envolvimento com a rotina pastoral, incluindo visitas e aconselhamentos aos membros.
O evangelismo integra o currículo pastoral como uma das dimensões centrais da prática ministerial, voltada ao desenvolvimento do pastor como proclamador do evangelho. “Isso significa que, dentro do ministério pastoral, ele também deve atuar como um pastor evangelista”, destaca Marcon.
Missão Evangelística
Durante o estágio, os alunos participarão de diversas frentes missionárias, como plantio e revitalização de igrejas, realização de classes bíblicas, projetos missionários e evangelísticos, além de atividades espirituais em escolas e capelas. Também fazem parte da rotina visitas, estudos bíblicos e iniciativas estratégicas voltadas a despertar o interesse pelo estudo da Bíblia.
Os estudantes atuarão nos campos por três meses, em diferentes localidades das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.
Para o estudante Marcos Monteiro, o envio representa a realização de uma expectativa antiga. Ele conta que não pôde participar do evangelismo no período previsto para sua turma, devido à pandemia, e aguardava com ansiedade a oportunidade de viver essa experiência.
“Demorei muito para desfrutar disso. Esperei muito por esse momento. Quero dar o meu melhor e espero que o Espírito Santo esteja comigo. Espero me surpreender ao ver vidas entregues a Jesus”, declara Monteiro.
O aluno também destaca que deseja contribuir não apenas com pessoas interessadas em estudar a Bíblia, mas também com membros da igreja que estejam afastados da fé.
Gesto Simbólico

A cerimônia de envio também é marcada por um gesto carregado de simbolismo espiritual. Durante o momento especial do culto, alunos do quarto ano entregam uma Bíblia aos colegas que estão sendo enviados, enquanto professores do seminário e membros da congregação realizam a imposição de mãos em oração.
Segundo Marcon, o gesto representa a investidura espiritual dos estudantes para a missão pastoral. “A autoridade recebida de levar a mensagem de esperança àqueles que tanto precisam tem um significado emblemático e, ao mesmo tempo, profundamente espiritual”, observa.
O diretor explica que a imposição de mãos reforça o sentido do envio e o compromisso com a missão. “Naquele momento em que você vê os pastores e também a congregação impondo as mãos, dando autoridade a esses homens, em nome de Jesus Cristo e com a presença de Deus, para cumprir essa missão, marca a existência dos nossos alunos como futuros pastores. Um dia eles irão olhar para trás e irão perceber como essa experiência marcou a existência deles como servos de Deus”, ressalta Marcon.








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