Grupo de voluntários trabalhou na reforma do Colégio Adventista do Leste do Paraguai, além de ofertar atividades espirituais para a comunidade.

(Foto: Stefany Funes)
Com ferramentas nas mãos, disposição para servir e o desejo de viver uma experiência que ultrapassa os limites do campus, alunos e funcionários da Faculdade Adventista do Paraná (FAP) atravessaram a fronteira para participar de uma missão no Paraguai.
A equipe, composta por 41 pessoas, esteve no Colégio Adventista do Leste do Paraguai (CADEP), onde desenvolveram diferentes atividades de manutenção e revitalização do campus.
O principal desafio da equipe foi a reforma da fachada da instituição. O trabalho incluiu a revitalização do portão de entrada, do muro de acesso e do letreiro do colégio, que estava sem funcionar.
A proposta foi deixar a entrada mais atrativa e visível para quem passa pela rodovia, especialmente em um período estratégico para a instituição, que está em processo de lançamento de matrículas.
Além da fachada, os participantes foram divididos em equipes para atuar em outras frentes. Um dos grupos trabalhou na fazenda do colégio, que passa por um projeto de plantio e renovação, enquanto outros auxiliaram em manutenções gerais do campus.
A missão no Paraguai não se resumiu ao trabalho manual. Durante as noites, o grupo participou de uma semana de oração com os alunos do colégio e a comunidade local.
De acordo com o pastor Charles Cabral, Diretor de Missão e Voluntariado da FAP, a programação espiritual amplia o propósito da viagem. “A semana de oração reforça uma das características centrais das Mission Trips: compartilhar a fé”, declara.
Preparação para a viagem
Para participar da missão, cada integrante investe uma quantidade significativa para custear a viagem, em gastos como transporte e alimentação. Nessa missão, em específico, a procura foi maior do que o número de vagas disponíveis e uma lista de espera precisou ser formada, já que o número de participantes era limitado à capacidade do ônibus.
A preparação também envolveu uma série de providências, como documentação para uma viagem internacional e vacinação contra a febre amarela. Para alguns participantes, o investimento financeiro também exigiu mobilização de familiares, amigos e comunidades.
É o caso de Camila Souza, estudante de Pedagogia da FAP, que já participou de outras experiências missionárias e decidiu novamente se envolver em uma ação de voluntariado. Para viabilizar a participação no Paraguai, ela contou com a ajuda da família e de pessoas de diferentes lugares. Para isso ela realizou uma vaquinha online e, com a ajuda da família, conseguiu alcançar o valor que precisava.
“Participar da missão é muito importante, porque eu acho que é uma forma de eu conseguir me desenvolver não só de forma espiritual, mas também de sair da minha zona de conforto”, afirma.
Quando servir também transforma quem serve
A disposição de Camila para participar de missões não começou no Paraguai. Antes, ela já havia participado do projeto Missão Calebe e de ações de voluntariado na igreja.
Para ela, essas experiências têm produzido aprendizados que permanecem mesmo depois do retorno para casa. Uma dessas lembranças envolve uma mulher que ela conheceu durante uma ação de visitas.
Ela conta que a equipe estava visitando casas para divulgar um projeto quando conheceu uma mulher que havia sido adventista, mas estava afastada da igreja. No último dia da ação, a mulher procurou Camila e contou que aquela visita havia sido importante para que ela retomasse projetos pessoais e para seu reencontro com Cristo.
“Aquela mulher me disse: você foi Jesus para a minha vida! Ouvir isso foi especial demais pra mim”, conta a estudante. A experiência marcou Camila e ajuda a explicar por que ela continua escolhendo participar de projetos missionários.
Uma cultura que vai além das viagens
A Missão no Paraguai também faz parte de uma estratégia maior da FAP para fortalecer a cultura missionária entre estudantes e funcionários. O projeto institucional prevê o envio de 100 missionários para o mundo até 2030. Até o momento já foram realizados 47 envios e a meta para 2026 é alcançar a marca de 50.
Segundo o pastor Charles, a proposta, porém, não se limita ao número de participantes enviados. A intenção é fazer da missão uma experiência presente na rotina da instituição, envolvendo diferentes departamentos, projetos e faixas etárias. “A ideia é criar a cultura missionária no campus, ter missão em tudo que a gente possa ter nos departamentos e no que se vive no campus”, explica.
Nesse movimento estão iniciativas como a Escola de Missão, o Blesser, as Mission Trips e o Ativa Kids, projeto que também busca envolver as crianças nessa cultura de serviço.
Para o pastor, as experiências desenvolvidas pela FAP podem funcionar como um espaço de aprendizado e inovação, permitindo que projetos e iniciativas sejam testados no campus e, posteriormente, compartilhados com outras instituições.
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